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[review] InFAMOUS – Sometimes is good to be bad

InFAMOUS - Lightning in the dark

InFAMOUS - Lightning in the dark

Lembram daquele jogo que eu fiquei pagando o pau o tempo todo? InFAMOUS? Pois é, hoje eu finalizei ele pela segunda vez. Segunda vez? Então por que PORRA você só escreveu isso agora? Vocês vão ver.



Uma explosão acabou com seis quarteirões de Empire City, demolindo qualquer coisa em seu caminho. Um homem sobreviveu no centro da explosão e sua vida foi alterada para sempre.

Essa é a história de InFAMOUS, jogo da Sucker Punch e da Sony, PS3 Only. O cara no centro da explosão chama-se Cole McGarth, e você o controla. Logo no começo do jogo você já conta com emoção: Tem que sair do local totalmente destruído, enquanto seu melhor amigo Zeke te liga dizendo que está o esperando. A explosão afetou toda a cidade. E afetou você mais ainda.

Você ganhou poderes sobre a eletricidade. Pode soltar raios, absorver energia para curar-se, lançar granadas elétricas, sugar as auras elétricas das pessoas, e por aí vai. Empire City está à mercê das gangues na quarentena, que tornaram a vida caótica. E você vive com uma consciência pesada: A bomba estava nas suas mãos quando explodiu.

Infamous é um ótimo jogo, recomendo mesmo. O sistema de eletricidade é tão emergente que você automaticamente já sabe o que pode absorver ou não, e todas as coisas que ele faz parecem estranhamente fazer sentido. Menos o parkour que ele parece desenvolver de uma hora pra outra. Mas dane-se, vamos falar mais de coisas boas!

A jogabilidade de entrar em Shoulder View é parecida com a de Uncharted ou Metal Gear Solid 4. Sem isso, você pode dar chutes e socos elétricos, que dão dano, mas são menos confiáveis. O mundo está mudando à sua volta, e cabe a você salvá-lo… ou destruí-lo!

É, destruí-lo. Infamous conta com um ótimo sistema: O Sistema de Karma. Deixe explicar com exemplos:

Você conseguiu fazer um pacote com suprimentos alimentares cair no chão de onde estava preso. As pessoas, famintas, começam a chegar e a pegar alimentos rapidamente. E então você começa a pensar… aquela comida toda poderia alimentar você e seus amigos por semanas, talvez até mais… se você fritasse algumas pessoas, com certeza o resto sairia correndo… mas algumas poderiam morrer de fome.

Você tem em suas mãos sua primeira Karmic Choice: Deixar pessoas famintas pegarem seus alimentos ou pegar tudo para si mesmo em ordem de se salvar. As suas escolhas influenciam no mundo à sua volta, na sua aparência, na sua reputação… mas (infelizmente) não no roteiro principal. A história não muda muito com as escolhas que você faz, o que te deixa com aquela sensação de “… oh. Mesma coisa. Whatever.”. Vamos continuar.


The Savior Of Mankind

Im in a lack of friends right now

"I'm in a lack of friends right now"

Eu primeiro joguei como herói, porque não sou muito fã de fritar pessoinhas inocentes e famintas. A história é muito boa, as cutscenes curtas e contadas em formato de história em quadrinhos casa perfeitamente com as situações. A narração de Cole é estupenda, a dublagem do jogo realmente foi caprichada.

A história em si dá muitas reviravoltas enquanto você encontra outras pessoas (vilões, no caso) que também foram afetadas pela explosão. Quando você anda pelas ruas, as pessoas batem palmas para você, tiram fotos, o saudam, pedem ajuda. Você é um herói, e adora isso.

A cidade vai ficando mais limpa, as pessoas mais alegres. O céu fica azul límpido, e seus inimigos parecem perder as forças. No fim, você conseguiu realmente fazer Empire City ressucitar dos mortos.

E olhando bem, você parece mais feliz também. Suas roupas estão limpas, seus relâmpagos estão azul-claro. As suas ações bondosas refletiram-se em si mesmo, e agora você está bem, assim como tudo.

Jogar como mocinho é ótimo. Ver que não é aqueles jogos onde você faz uma diferença enorme e ninguém nota é tão legal que você nem percebe os cerrilhados do motor gráfico, ou alguns bugs. Você começa a querer curar pessoas feridas nas ruas, a prender todos os inimigos que encontrar, e todos o amam por isso.

It’s Good To be Bad

Get out of my way

"Get out of my way"

Na minha segunda vez, eu joguei como o vilão. Foi estranho fazer coisas ruins com qualquer um que aparecesse, mas logo você se acostuma. Você anda pelas ruas e pessoas jogam pedras em você, urram em reprovação, a cidade fica um caos. Você destriu tudo com seus poderes, lote por lote.

Olhe para si mesmo! O que se tornou? Sua pele está pálida como a de um vampiro, listras negras em formato de relâmpago cresceram em sua cabeça. Suas roupas estão sujas, com manchas pretas pelas partes brancas. Seus relâmpagos são negros e vermelhos, apocalipticos, e seus poderes não servem para outra coisa senão destruir. A cidade é sua. Os cidadões são seus brinquedos, seus escravos. Você tornou-se um dos vilões que derrotou com tanto vigor.

Ser vilão não é fácil. Todos odeiam você, e tentam atacar você. No fim do jogo você é poderoso, podendo matar um civil com um raio, mas mesmo assim valeu a pena. A história não mudou de jeito nenhum, só algumas partes meramente insignificantes. No fim, a inovação de ser vilão só te trás mais problemas.

E no fim…

O salvador, o destruidor, o Infame Herói.

O salvador, o destruidor, o Infame Herói.

InFAMOUS é um ótimo jogo. Qualquer dono de PS3 que tenha paciência e goste de boas histórias, boa jogabilidade e heróis carismáticos, tem que ter a sua cópia em casa. Não sei vocês, mas se tiver continuação, eu estou esperando. Para o bem ou para o mal. SNEAK IN RECOMENDA!

Avaliação Sneak In:

Jogabilidade: 9/10

Gráficos: 8/10

Trilha Sonora: 9/10

Diversão na primeira vez jogando: 9/10

Diversão nas próximas: 7/10

Prende a atenção do jogador: 10/10

Média: 9,5/10

E logo logo, o duelo: Alex Mercer vs Cole McGarth: Quem ganha?




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