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13
dez
09

[OFF?] Confissões de um nerd prematuro

Onde todos começamos

Se você lê esse blog, sabe que eu sou o único “ativo” pela definição da palavra aqui. Se você lê ele, você sabe que eu brinco pra caramba e adoro fazer review. E eu queria realmente poder fazer mais reviews. E por que eu não faço?

Cara, você já foi na Saraiva?

Sério, se não, vão no site ou numa sede aí perto. Vá pra prateleira de jogos. Provavelmente vai ser a mesma coisa que eu vejo: PS3, Xbox 360, DS, PSP, Wii… olhe os preços.

Agora, eu não sei quanto a vocês, mas 246 por Code Lyoko parece meio exagerado.

“Pedro, o que porra você tá fazendo?”. É simples. Eu to falando algo que todo mundo já sabe, mas que mesmo assim dá um post camarada, e você vai se sentar na cadeira e ler, seu nerd gordo. O que eu to fazendo é dizer que um dos piores lugares desenvolvidos em que um gamer pode nascer é o Brasil. E que a maior desvantagem que esse gamer pode ter é ser menor de idade. Ou seja: Sem sustento próprio, sem liberdade pra comprar o que bem entender, e principalmente sem moral nenhuma. Quem escuta as reclamações de alguém que depende dos pais pra ganhar brinquedos?

Eu sou sortudo. Nasci em uma família que goza de uma boa poupança, e posso ter dois next-gens com uma estratégia legal. Até posso me manter atualizado com os lançamentos de vez em quando, mas… simplesmente não entra na minha cabeça que eu podia ter comprado Batman: Arkham Asylum por 90 reais na internet, e ter recebido 15 dias depois, mas ao invés disso eu comprei por 286 reais porque ninguém adulto que pode me bancar parece acreditar que existem sites que não roubam a conta do seu cartão de crédito.

Eu já tive o privilégio – Ou não – de visitar o quartel general de uma corporação maligna que usa um rato preto com apetrechos vermelhos como símbolo. A.k.a. Disney. Eu simplesmente saí de uma só loja com oito jogos de Xbox, mais o próprio console, e ainda tive dinheiro pra continuar a comprar por alguns dias de glória.

Pesquise. A indústria brasileira odeia videogames: Pô, você quer que eu engula que alguém vai se gabar de usar um Zeebo? Enfie seu patriotismo onde bem entender, não é porque eu amo meu país que eu vou mentir e dizer que o videogame que ele construiu presta. A iniciativa veio atrasada demais. É boa, mas não é como o Wii: O Wii tinha algo de novo, o Zeebo simplesmente foi uma idéia feita de outras e que infelizmente está fadada ao esquecimento. Promessas da vinda da Sony quando realizadas não resolvem os problemas. Microsoft? Pff.

O maior ponto de troca de jogos no Brasil são as feiras. Para terem uma idéia: Eu comprei Beyond Good and Evil, KND, Black e Splinter Cell em um só camelô. Agora, pesquise um torrent de BG&E decente na internet. E agora pesquise no… sei lá, BuscaPé ou qualquer outra merda que exista. Vale à pena você gastar tanto dinheiro assim num videogame?  Pelo amor de Alá, se eu vender meu Xbox e meu PS3, eu posso bancar uma outra viagem sozinho, e ainda compro um Wii.

O capitalismo é impressionante: A nova geração gamer (com suas internets banda-larga sempre acessíveis demoníacas, seus iPhones aos nove anos e suas viagens para o exterior como presente de aniversário) se acostuma com esses preços, ao invés de parar de olhar o site da Playboy para dizer que vê pornô pros amiguinhos menores que não sabem o que é isso e pesquisar algo lindo chamado “DOWNLOAD”. Eu tenho mais de 40 jogos de PS2 baixados e copiados, e não pretendo parar. Os poucos que eu tenho originais são os que eu não achei para download.

E se a situação não mudar em 5 anos? Em 9? Quantos de nós ainda serão tão nerds quando quanto leram esse post retardado?

Olhando por um outro lado, é realmente difícil ver uma solução em um país que diz que Resident Evil tem zumbis azuis. É preferível ficar jogando PS3 em uma locadora.

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