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22
jun
09

Spore – O Universo Em Uma Caixa…Pequena Demais.

E aí povo. Bem, aqui estou, fazendo minha primeira review. Primeiro de tudo, vai ser uma review longa.

Spore – O universo em uma caixa. Uma caixa pequena demais.

A EA Games junto com a MAXIS só pode significar uma coisa: Jogo de simulação vindo aí! Sim, quem não se lembra de SinCity e The Sims quando foram lançados? Ficar controlando as famílias ou construindo as cidades era ótimo, fazer aquele casal de noivos com o seu nome e o nome daquela mina que você gostava, tentar (ênfase no tentar) construiu sua casa… eram tempos ótimos até que de seres unicelulares, nós evoluímos – E depois? Fazer o que? Esse sempre foi o impasse máximo dessas duas companhias. Expansões vinham, expansões iam, mas mesmo com um objetivo (que geralmente era bem fácil), o sistema já estava manjado.

Numa bela manhã de sol, Will Wright, criador de “The Sims”, estava jogando The Sims 2 e tentou imaginar: Nossa, como seria legal se eu pudesse criar um planeta também. Essa idéia foi adiante, mas evoluída: E se você pudesse criar seu próprio universo?

Bem, claro que não foi exatamente assim, mas de qualquer modo, Spore nasceu com bastante vida, e com 16 ou 15 dias para lançarem a expansão Aventuras Galácticas, o que melhor pra comemorar se não uma review?

Quando eu ganhei o jogo de natal, não pude jogar na hora, pois estava na casa do meu pai, então tive que me contentar devorando o manual. Lá, eu aprendi várias coisas sobre a mecânica de Spore: É a típica engine de “Decisões de vida ou morte”. A partir do que você faz em um dos estágios, no ultimo — O espacial, onde o espaço não é a fronteira final — as suas conseqüências se refletem como uma filosofia. Mais ou menos o que Bioshock fez, mas de um outro modo. Pretendo escrever sobre esse jogo quando terminá-lo.

Enfim, primeiramente você escolhe o planeta de jogo e escolhe se quer ser carnívoro ou herbívoro. Uma abertura de um cometa caindo no seu planeta é vista, e você começa como uma célula. Um estágio curto, de 30 minutos mais ou menos. É divertido, mas você vai perder a cabeça se tentar atacar os gigantes Épicos (que vão te encher o saco até a ultima fase, aliás) com seu pequeno chifre. Não se preocupe, você pode comprar coisas mais legais, tipo veneno.

Quando você se alimenta o suficiente, está pronto para se tornar uma espécie terrestre! Aqui a magia de Spore começa a aparecer: A ferramenta de customização é incrível. Você pode criar de formas complicadas até um Frajola (com esforço. MUITO) com tentáculos. Terminada sua criatura, a sua espécie sai das águas e vai para a terra. Começa o Estágio de Criatura!

Aqui, dependendo do seu comportamento na ultima fase, você receberá um “Super poder”. Evolua e torne-se inteligente, e faça sua espécie dominar o poderio cerebral antes que todas as outras! Você pode ser um encrenqueiro e matar todas as espécies que encontrar pela frente, claro, mas também pode ser amigável para variar e fazer amizade com elas. Depois de alcançar um certo nível de inteligência, pode levar criaturas para o seu “Bando”, para ter ajuda nas suas aventuras pelo continente.

Mais uma vez, existem partes, mas elas aumentaram de tamanho. Muito. Você pode consegui-las impressionando machos-alfas ou escavando fósseis. Não esqueça que sempre tem aquela raça chata que quer briga com todo mundo.

Quando finalizar essa parte, sua espécie olhará para si mesma e dirá: “ADÃO, VOCÊ ESTÁ NU.”. Não, sério. Você acaba de se tornar a primeira espécie que tem um cérebro desenvolvido. Começa o Estágio Tribal, onde você tem acesso a ferramentas, e usa uma engine parecida com a de clássicos no estilo “Age of”. Outras tribos surgirão, e mais uma vez, a questão de Ser Amigo ou Chutar Bundas, ou até um meio termo entre esses, surge.

Depois de conquistar o continente, amigável ou violentamente, sua tribo terá tecnologia. É hora de sair das barracas e começar a construir estruturas de verdade. Sua espécie renasceu, e foi para o céu dos seus anciões, ou como o Will Wright gosta de chamar: O Estágio da Civilização!

A característica de customização agora vai para os veículos e outros do tipo. Warzone usou algo assim, mas os gráficos de Spore dão um quê a mais de realismo e de poder. Dependendo das suas ações passadas, você será Religioso, Militar, ou Econômico. É praticamente a mesma coisa do Estágio Tribal, só que agora, perto do fim, você pode mandar uma ogiva nuclear para calar a boca dos outros. Sério.

Finalmente, o céu fica ainda mais perto. As questões sobre “De onde viemos?” e “Existirá vida lá fora?” estão perto de ser respondidas. Um grupo de jovens engenheiros se isola para construir a primeira nave espacial da história do seu planeta. A revolução é imediata. Logo, o planeta não é mais tão interessante, pois uma galáxia está a sua espera. Bem vindo ao infinito, ao grande, e à glória do Universo! Bem vindo ao Estágio Espacial!

Olhe os últimos milhões de anos que a sua espécie existiu. Veja o que você se tornou, e existem várias possibilidades para isso. Agora, o seu planeta é sua casa, mas o seu jardim é o sistema solar, o braço da galáxia, a galáxia toda. Várias raças alienígenas sabem mais sobre você do que aparentam, ao mesmo tempo querendo ser amigas ou inimigas. Dependendo de como você leva sua vida, o estágio pode ser bastante divertido e descontraído, mas se procura emoção… não faça como eu. Tenha pelo menos TRÊS amigos, sério.

Uma questão a mais: E o centro de tudo isso? O Centro, o Núcleo da Galáxia. Você deve evoluir mais antes de ir para lá. O local onde todas as suas perguntas têm chances de ser respondidas. Você, como um Onipotente (ultimo nível de evolução no jogo todo), vai confiante com a sua esquadra de valentes generais de nações amigas, pronto para encarar qualquer coisa. Menos, é claro, um exército com uma filosofia de extermínio com mais de 3000 planetas ao redor do Núcleo. Mas não é possível, é? Eles teriam que ser completamente obcecados…

Ah, é, conheça os Grox.

Ufa. Você acabou de passar por toda a evolução em alguns dias de jogo. Mas… sempre, SEMPRE a maldita pergunta lateja: “E AGORA?”. Depois de ir ao Centro da Galáxia, o jogo parece mais vazio. Mesmo com a missão extra de achar o nosso Sistema Solar e o nosso Planeta Terra e sua lua, você fica querendo mais. Spore fica decepcionante depois disso. Vale a pena algumas vezes jogar em outros planetas para ver outras possibilidades, e o sistema de Objetivos é interessante. A jogatina fica repetitiva. Só o Aventuras Galácticas para salvar mesmo, porque senão, muitos já teriam migrado para a Sony para ir jogar Metal Gear Solid 4 (certo, muitos foram, mas é detalhe).

Foi uma experiência divertida, mas o universo supostamente deveria ser grande. E não é. Os easter eggs como “Estamos no Lado Negro da Força agora?” quando você se alia aos Grox, ou o Objetivo com nome “42” quando você chega ao Núcleo da Galáxia (De acordo com o Guia Do Mochileiro Das Galáxias, “42” é a Resposta Para A Vida, O Universo E Tudo O Mais. Apropriado) fazem o jogo ficar legal, mas não compensam um sistema de jogo que se repete de novo, e de novo, e de novo. Will Wright nunca foi um gênio na minha opinião, mas mesmo assim, ele tem capacidade para fazer muito melhor. Vamos lá, você consegue!

Bem, com o pessoal de Robot Chiken, Frango Robô aqui no Brasil, trabalhando com a equipe de Aventuras Galácticas, com certeza vai dar uma melhorada =D

Avaliação Sneak-In:

Jogabilidade: 7/10
Gráficos: 9/10
Trilha Sonora: 6/10
Diversão na primeira vez jogando: 8/10
Diversão nas próximas: 4/10
Prende a atenção do jogador: 5/10
Média: 5,8/10




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